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Anos setecentos e arte em Veneza

O El País publicou hoje no seu site uma série de slides de obras de arte de pintores que figuraram no cenário de Veneza no século XVIII. As obras, que nunca foram expostas fora da Itália, estarão em exposição em Madri a partir de amanhã, na Academia de Bellas Artes:  Settecento Veneziano. Del Barroco al Neoclasicismo.

Considerado um século de decadência e ao mesmo tempo grande florescimento artístico, a pintura de Veneza desta época exerceu grande influência na Europa, graças em parte pelo caráter itinerante dos artistas e em outra porque pelo estilo e cores venezianos que atrairam os olhos dos grandes colecionistas da época.

Tiépolo, Canaletto, Guardi, Cimaroli, Sebastiano Ricci e Pellegrini são alguns dos nomes da exposição, que registrarm com a pintura muitas paisagens e o clima de época da cidade.

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Cimaroli - A «caccia ai tori» na Piazza de San Marco

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Marieschi - Dique de San Marco com o Palacio Ducal.

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Uma visita à casa de Peggy

Uma das recentes personagens que aportaram história em Veneza foi Peggy Guggenheim. Nascida em uma família judia abastada de Nova York, era sobrinha de Solomon R. Guggenheim (que dá nome à fundação) e filha de Benjamin Guggenheim, falecido no acidente do Titanic.

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Herdeira de uma pequena fortuna,  utilizou parte dela para promover artistas e colecionar obras de arte e em 1920 mudou-se para Paris, onde como uma “mecenas”  ajudou a divulgar diversos artistas como Marcel Duchamp, Max Ernst e Pollock, entre eles alguns maridos ou amantes.

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Abriu uma galeria em Londres, casou com Max Ernst, voltou a viver em Nova York e  enriqueceu grande parte de sua coleção na eclosão da Segunda Guerra Mundial. Depois da guerra passou a residir em Veneza até sua morte. Sua casa que expõe parte de sua coleção doada à Fundação Guggenheim, foi aberta ao público em 1980, um ano depois de sua morte. No jardim descansam seus restos ao lado de seus adorados cães.

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Lá podemos ver uma amostra significativa de importantes artistas, principalmente os movimentos de  cubismo, surrealismo e expressionismo abstrato, como Picasso, Chagall, Dali, Mondrian, Kandisky, Boccioni e Magritte, só pra citar alguns dos mais conhecidos. Aliás quando se visita a exposição você fica se perguntando quem é que não está lá e fica até agradecido a ela por juntar tanta gente interessante em um só lugar.

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"Anjo da cidade" de Marino Marini

Nas fotos antigas espalhadas pela casa da época em que Peggy vivia ali, tudo parece até objeto de decoração de tantas obras que colocava em cada cômodo, assim como este “Arc of Petals” de Alexander Calder com vista atrás para o “On the Beach” de Picasso. Neste link dá pra ver quais são as obras expostas em cada cômodo da casa.

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Com tantas fotos pela casa da época em que vivia ali, todas estas histórias e com este apelido, se nos convidassem para tomar um chá a visita ficaria quase íntima.

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Veneza

Todo mundo me perguntava o que é que um curso de coolhunting ia fazer em Veneza e eu também. Meu professor dizia que íamos observar o fenômeno da eventualização e como não podíamos ir a Vegas, então veríamos a cidade que sem querer (é o que eu acredito) foi pioneira nas técnicas de experiencializar e espetacularizar (tudo verbalizado, né) um espaço e fazer com que muitos outros lugares no mundo a copiassem. Voltei de lá ontem a noite e estou pensando a respeito do que vi. Em primeiro lugar fomos ver história  e isso parece ter um peso tão grande que quando se caminha pelas ruas é impossível não tentar imaginar como aquilo funcionava quando era a “capital do mundo” nos séculos XII e XIII e depois todas as histórias e personagens que passaram por ali. Por hora deixo aqui uma foto muito interessante. Num bairro de residentes de Veneza (sim, tem gente que mora em Veneza) um barco vende verduras para a freguesia no cair da tarde.

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