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101º post: Exposição comemorativa da lingerie

100º post é sempre motivo de comemoração, mas neste é o 101º. As estatísticas contam 9 meses de vida, mais de 5.000 acessos e muita diversão. E pra não ficar só no blá blá, achei que era uma data legal para contar da exposição que vi em Londres junto com minha prima Karin Kemper, no The fashion and Textile Museum, sobre a evolução da lingerie.

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A exposição conta um pouco das décadas ao longo do século 20 até hoje e seus principais acontecimentos que foram cuminando na evolução da lingerie que se deu até os dias atuais. Destaca os conceitos que prevaleceram em cada fase da história e que definiram os modelos e cortes de acordo com as necessidades de controle, definição, conforto, contorno e realce do corpo. A valorização de determinadas partes do corpo, moda e estilo de cortes de roupa provocaram mudanças na estrutura da lingerie.

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Para contar um pouquinho da história que vi na exposição junto com outras fontes consultadas, aqui vai um pouquinho da evolução da lingerie.

Anos 1900: O foco da silhueta feminina sai um pouco das ancas postiças e dirige-se mais para a cintura, aliviando a pressão do abdómen dos corpetes, considerado mais saudável pelos médicos, o que salientava um contorno do corpo em S. O corpete da década foi desenhado pela designer francesa Madame Gaches-Sarraute.

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As Seen in Vogue: A Century of American Fashion in Advertising

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1910: Um dos destaques é o primeiro sutiã patenteado por Mary Phelps Jacob, uma socialite escritora de 19 anos de Nova York em 1910, criando uma nova opção de sustentação e liberdade de movimentos em relação ao corpete. A entrada de mulheres em frentes de trabalho da guerra torna esta movimentação do corpo ainda mais relevante.

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Década 20: depois da liberação do corpete não há mais volta. A mulher dos anos 20 circula sem os preceitos e as amarras que oprimiam seu corpo, criando uma modelagem mais livre e saias mais curtas. Além da liberdade de comportamento reinvincada por esta mulher.

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Flappers nos anos 20: usavam saias mais curtas e comportamentos liberais, como o hábito de fumar, frequentar clubes de jazz

Flappers nos anos 20: usavam saias mais curtas e comportamentos liberais, como o hábito de fumar, frequentar clubes de jazz, além de maior liberdade sexual

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A marca La Perla lançou uma versão Black Label super charmosa inspirada nos anos 20.

Anos 30: Aparece a influência de Holywood, representada por Lana Turner e a revalorização dos bustos.

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No início dos anos 40, pós segunda guerra, uma racionalização é imposta levando a uma simplificação na fabricação e reutilização de roupas antigas de família.

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Cartilha do Ministério de Informação inglês instruindo como reaproveitar roupas e aumentar sua durabilidade

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Linha de roupas mais simplificadas e com inspiração nos uniformes militares

Mas no final da década contrariando toda esta onda simplista, Dior lança o “New Look” retomando a feminilidade dos looks, trazendo de volta a valorização das curvas que definiu o estilo que reinaria nos anos 50.

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New look de Dior

“Nós saímos de uma época de guerra, de uniformes, de mulheres-soldados, de ombros quadrados e estruturas de boxeador. Eu desenho femmes-fleurs, d eombros doces, bustos suaves, cinturas marcadas e saias que explodem em volumes e camadas. Quero construir meus vestidos, moldá-los sobre as curvas do corpo. A própria mulher definirá o controno e o estilo.”

Christian Dior

Os modelos de sutiã apresentavam um realce no busto com resultados mais arredondos. Desda época é o Merry Widow, criado a partir da ópera que virou filme. Sobre ele Lana Turner, que estreou o filme baseado na ópera de mesmo nome e que nesta época se transformou na “Sweater Girl” disse o seguinte:  “The Merry Widow was designed by a man. A woman would never do that to another woman

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Fotografias de pin-ups na revista estadunidense Yank, the Army Weekly. fonte: wikipedia

Fotografias de pin-ups na revista estadunidense Yank, the Army Weekly. fonte: wikipedia

A Lycra é criada em 1959 pela Du Pont.

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Em finais do anos 60 um movimento se fortalece a favor dos gestos livres do corpo, unido à luta pela liberação de tudo que oprime a mulher.

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1964 Rudi Gernreich desenha o 'no bra bra'

Em 1968 tivemos a grande queima de sutiãs em praça pública simbolizando toda a luta feminista.

msamerica-freedomtrashcanSão desta época algumas marcas ícones que marcaram estilo e que influenciam até hoje:

The Original Wonderbra

O Playtex “Cross Your Heart”

E o Triumph’s “Doreen”, que reinou nos anos 70.

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Nos anos 70 uma silueta mais natural é celebrada, mostrando a sensualidade dos contronos naturais. O primeiro sutiã para esportes é desta década, chamado de Jogbra.

Yves Saint Laurent lança a polêmica blusa transparente.

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Em 80 Madonna disponta com seus corpetes desenhados por Jean Paul Gaultier.

Madonna Jean Paul Gartier

Nos anos 90 e 2000, os implantes de silicone possibilitam a muitas mulheres alcançarem o sonho de modificarem seus peitos. Grandes seios voltam à moda, mas hoje em dia já vivemos uma era de bastante liberdade com muitas opções e modelos para escolher incluindo o up.

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A sexualidade dos corpetes é sempre reivindicada e há muitas marcas que tem preparado recriações vintages para celebrar os célebres modelos de lingerie que contam a nossa história.

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Fontes adicionais, entre outras:
As Seen in Vogue: A Century of American Fashion in Advertising, By Daniel Hill.
http://www.world-fashion.info/100years_bra
http://www.idiva.com/bin/idiva/The-bra-story
http://www.fashion-era.com

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Consumidor usa internet por justiça frente à United Airlines

Os produtos lowcost estão se proliferando no mercado lançando  junto com eles a dúvida de como construir uma marca dentro da filosofia de preço, respeitando e criando laços com o consumidor. Ainda quero fazer esta reflexão aqui, mas enquanto isso, falemos um pouco das líderes deste movimento, as companhias aéreas.

Passando este ano em ponte aérea Madri – Barcelona e tentando fazer vários roteiros para aproveitar este tempo na Europa, vivi de perto o drama lowcost do consumidor.

Primeiro em primeira pessoa. A Vueling, empresa lowcost que tentou criar uma ponte com o consumidor com uma imagem descolada, funcionários atenciosos e plano de milhagem, foi com certeza minha pior decepção. Depois de uns 20 trechos voados com a empresa pelo menos, tudo que tenho para contar são histórias tristes: cancelamento de um vôo sem avisar, junto com uma resposta de que me enviaram inclusive um torpedo avisando ao telefone do meu marido (o que nunca aconteceu) e que me fizeram um favor em alocando em outro vôo no dia seguinte sem nenhuma assistência. Mais uma promoção do meu programa de milhagens em que o preço das taxas que eu teria que pagar era o mesmo que comprar uma passagem livre, uma não devulação de vôo não ocorrido por conta da neve, prevista no regulamento do setor, e uma propaganda enganosa em que eu teria descontos para mim e acompanhantes na próxima viagem, que só valiam para mim.

As última cenas antes de vir para Londres me pareceram ainda mais sérias. Num vôo entre Madri e Alicante da Ryanair, eu e Arnaldo tivemos que carimbar o bilhete de check in para conferir nosso visto antes de viajar dentro da própria Espanha, sendo que tinhamos em mãos nossa identidade de residência de estudos. Outro passageiro, europeu, que também tinha residência foi impedido de viajar dentro da própria Espanha por não estar com passaporte em mãos. E só para completar o desespero assisti a negação do vôo de uma menina estrangeita pela empresa EasyJet, que já tinha sido autoriza pela polícia federal local para viagem porque seu documento estava com data vencida, porque a Easyjet não reconhecia o documento da Estrangeria Espanhola autorizando o trânsito.

Eu poderia dizer que são histórias de lowcost,  e  histórias que se passam na Espanha, mas parece que esta aceitação de queda da qualidade de atendimento invade outras empresas e não vejo nehnhum órgão de defesa do cosumidor atuando.

Nos EUA, a empresa United Airlines, num verdadeiro desprezo pela bagagem dos passageiros quebrou a guitarra de uma banda. E não foi só isso, enrolou o passageiro um bom tempo sem reparar o dano. A banda não deixou por menos e respondeu com as ferramentas que tinha: música e internet.

Depois da repercussão da história a empresa ofereceu ressarcimentos.Veja a história:

Este é o futuro do atendimento que teremos daqui para frente com as companhias aéreas? O lowcost tem viabilidade dentro de padrões de respeito e atendimento ao consumidor? Em breve…

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Holala, segunda mão de marca

Não tenho conseguido atualizar o blog como eu gostaria, mas queria deixar uma referência de uma loja aqui de Barcelona de roupa de segunda mão. Um brechó de marca que é o Holala, no bairro do Raval, perto do MACBA e do CCCB.

holala

A loja tem com um espaço super grande e oferece peças realmente vintage e originais. Para valorizar este trunfo de atutenticidade, eles criaram uma etiqueta própria da loja, assegurando a “qualidade” de origem da roupa  que você está comprando.

roupa holala

etiqueta

O espaço conta também com exposições periódicas de obras de novos artistas plásticos que ajudam a dar o charme ao local.

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Direto da lancheira

danoneA nostalgia invade também embalagens de consumo, que tenta trazer de volta um passado idílico. Vale danones com etiquetas de escola, ilustrações do livro de ciências e claro, fotos antigas.

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firefly

Esta marca de bebidas “energéticas saudáveis e naturais” firefly, usa embalagens com fotos em PB de pessoas ativas em pleno verão. A embalagem tem um ar de nostalgia, mas já com uma tradução de natural e original e uma simplifcação da mensagem. O site do Firefly é bem interessante, detalha cada produto e mostra a foto de todos os colaboradores, inclusive vários apresentam suas imagens em momentos de descontração ou de quando eram criança.

firefly

Este lado que tende mais para a simplificação do produto, ou essência do mesmo, e consequentemente das embalagens,  favorecem as marcas próprias, sobretudo quando a própria marca de varejo vende uma vida mais simples e saudável. Como é o caso por exemplo da Waitrose, que acaba de reposionar sua marca “select farm” para” Waitrose essential”, impulsionada também pelo fator crise .

geléia

mostardas

A simplificação de embalagem e de apresentação do produto também está nos produtos de M&S.

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Orgânico e 100% britânico

Um dos lugares mais interessantes da minha rápida e intensa visita a Londres foi o Borough Market, um mercado onde se compra tudo debaixo da etiqueta do eco, bio, orgânico “fabricado”. É o representante de toda esta cultura e filosofia de vida orgânica, tão exaltada pelos britânicos.

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cogumelos reais

A experiência de entrar neste mercado começa pelo cheiro. Uma avalanche de deliosos e inspiradores aromas vagueia pelo ar e te remete instantaneamente a um universo de cores, sabores e sensações. Não é à toa que Jaime Oliver costumava andar por aqui. Legumes, verduras e frutas super frescos estão ao lado de diversos tipos de queijo, sucos naturais, hamburgueres veggie, uma grande variedade de pães, vinhos e geléias de todos os tipos, todos com etiquetas “100% orgânico”. Vontade de ficar lá o dia inteiro, provando, comendo e sentindo aquele ambiente.

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Todas as chamadas sobre os produtos falavam de sua origem “natural”, saudável, vindo do “campo”.

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As embalagens e ambientação das barracas também não ficavam por menos.

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embalagens

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E toda esta filosofia orgânica já está há algum tempo refletida no varejo. Uma das cadeias de fast food desta linha é a  Pret a Manger, onde se vê nos produtos e embalagens a simplicidade e refrescância dos produtos.

Pret creates handmade natural food avoiding the obscure chemical, additives and preservatives common to so much of the ‘prepared’ and ‘fast’ food on the market today.”

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A rede Marks&Spencer (M&S) também trabalha bastante o conceito de orgânico em toda a sua gama de produtos que vai desde alimentos a confecção de roupas.

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M&S

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Madrid 2016

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Madri é candidata junto com o Rio de Janeiro para sediar as Olimpíadas de 2016. E agora com a agenda de visitas dos organizadores do COI, dá início a uma série de iniciativas para mostrar-se a cidade ideal para os jogos.

O logo foi eleito por votação popular em um concurso, mas possui uma originlidade bastante duvidosa, diga-se de passagem. Semana passada foi para o ar a campanha ¨Tengo una corazonada¨, que significa ¨Tenho um pressentimento¨com o objetivo de envolver os cidadãos em prol da candidatura. A campanha conta com um filme e uma web, onde quem quiser pode dar seu apoio à cidade marcando uma mãozinha em um google maps junto seu lugar preferido.

Uma outra iniciativa da cidade prevista para o ano que vem, é dotar a cidade de ciclovias, que funcionam com êxito em difersas cidades da Espanha e que vem sendo reinvindicada pela população já há algum tempo.

Site da campanha: http://www.tengounacorazonada.com/

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Barbie, Barbie, Barbie

605_barbie-tinisToda mulher tem dentro de si vestigios da menina cor-de-rosa que um dia já foi. Pode gostar da cor ou não. A Mattel acaba de abrir (março 2009) sua primeira loja Barbie em Shanguai em comemoração ao 50° aniversário da mítica boneca. E lá, todo este lado rosa, pink, fucsia, pode ser explorado por meninas e mulheres de todas as idades. O prédio tem 6 andares cuidadosamente conceituados para uma verdadeira experiência de Barbie.

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Spa, loja com roupas desenhadas por estilistas famosos, passarela, joalheria e café com criações exclusivas.Há também um andar com vestidos de noiva, desenhados por Vera Wang. Além de um “Designer Center” onde as clientes podem criar pelos computadores sua própria boneca.

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Crise no mundo? Na China parece que nem tanto e eu espero que iniciativas como essa ajudem a espantar o mau-olhado pra bem longe!

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Foto de Tessa Thorniley Telegraph.co.uk

A marca fez um documentário sobre a construção da loja com apresentação do próprio VP da marca que está bem interessante e dá pra sentir bem o impacto da loja e as expectativas do empreendimento.

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