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Telling Tales: Fantasy and Fear in Contemporary Design

Uma exposição que vi em Londres em julho e que ficou até uns dias atrás (18 de outubro), no Victoria&Albert Museum chamava especial atenção. A Telling Tales tentava retratar um pouco como a nossa tradição de contar histórias e recriar mundos através da imaginação tem se feito presente novamente na vida cotidiana através de novas peças de design.

telling tales

É o design que quer fazer refletir sobre a nossa realidade e trazer peças que construam um outro universo, que façam pensar, experimentar e sonhar. Se buscamos tanto nossas origens nos tempos atuais, estes objetos conseguem transpor qualquer barreira de tempo e espaço, evocando nossos sentidos, sonhos e desejos.

“Against all the evidence of an industrialised, globalised, high-tech world (or perhaps because of it) some contemporary designers are retreating to the pastoral setting of fairy tales, myths and nature. In so doing they return us to our most primitive state. No doubt their designs are escapist, even naïve, and can be quite deliberately childlike. Their faux-rustic objects look as though they belong in a forest glade straight from classical mythology or northern European fairy tales, or perhaps even the biblical Garden of Eden. But these designers are deadly serious about wanting to disengage us from ordinary life and reconnect us to a state of innocence and wonder.”

A exposição foi motanda com diferenets cenários de forma bastante envolvente, com o objetivo de potencializar as experiência evocadas pelos objetos. Eles recriaram 3 ambientes para expor estas peças, que também podem ser vistas virtuamente no site.

Forest Glade, evocando a natureza e temática do campo como inspiradores deste mundo da imaginação relacionado ao contar histórias.

fig leaf wardrobe

'Fig Leaf' wardrobe Tord Boontje, Holanda

cupboard house

'Linen-Cupboard-House' ('Linnenkasthuis') Jurgen Bey, Holanda

petit jardin

'Petit Jardin' chair Tord Boontje, Holanda

The Enchanted Castle, que trata do exagero de objetos cotidianos que ganham nova leitura e paródias em designs que satirizam o tema status.

mesa

'Robber Baron' table Studio Job (Job Smeets, Belgium; Nynke Tynagel, Netherlands)

tulip vase

'The Pyramids of Makkum' tulip vase Jurgen Bey, Holanda

ciinderela table

'Cinderella' table Jeroen Verhoeven, Holanda

E Heaven and Hell, que fala dos temas da morte e transitoriedade da vida.

chandelier

´Damned.MGX´ chandelier Luc Merx, Holanda

cushions

'Priscilla 37 kilotons Nevada 1957' huggable cushions Dunne & Raby, Inglaterra

fox

'Do You Hear What I Hear?', Kelly McCallum, Canadá

Depois de apreciar esta exposição fica bastante patente o apelo provocativo e artístico destas propostas. Para explicar melhor sobre a exposição,  os objetos de destaque e de que une a temática e inquietações destes designers, deixei aqui o link do vídeo:

A natureza como cenário e força criativa aparece de muitas formas, oferecendo ao homem o ambiente perfeito de retorno à casa e estado de espírito, onde a liberdade, a experimentação e o instinto de sobrevivência dão o contraste ao nosso mundo controlado e fabricado.

Em janeiro falávamos aqui um escritório nórdico de design, o Front Design,  que tinham peças também bastante interessantes, tratando de recriar objetos cotidianos dando-lhes nova vida e contexto, como as tree lamps.

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Já mais para o consumo de massa, a Custo Barcelona trabalhou toda sua coleção passada e ambientaçao de loja em cima do tema écologico´, mas trazendo o aspecto mais experimetnal de contato com a natureza e  seus instintos mais fortes, criando um ambiente e histórias bastante fantasiosas.

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custo desfile

A Ikea no começo do ano também criou uma seleção de peças inspiradas na natureza e tradições suecas.

´mikkel´ wall decoration by hella jongeriusSobre a temática da designer hella jongerius (que teve sua criação como parte do programa Unicef-Ikea, produzido por trabalhadroas indianas), ela diz ao designboom:

why a goat, a fox and a rabbit? they refer in an abstract way to animals featured in swedish fairy tales. animals have already been featured in much of my earlier work; they trigger first and foremost the imagination.
an animal has the power to be familiar; expressing moods comparable to the moods of human beings, and at the same time an animal remains puzzling.

Eles criaram alguns vídeos em parceria com a empresa Kokokaka, onde os designers explicavam suas inspirações.

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Locação de carros como bicicletas

Enquanto o blog ficou descansando, muita coisa rolou por aí e cá estamos de volta ao Brasil. Continuar escrevendo o blog ainda é uma questão em aberto. Mas enquanto isso volto a postar coisas interessantes que vejo por aí.

E hoje queria deixar registrado no blog o projeto de Paris que deve tomar as ruas em breve. É o Autolib, um sistema de locação de veículos elétricos que fucionará como o já exitoso sistema de aluguel de bicicletas, o Velib. Similar também ao sitema de carsharing, mas com uma estrutura muito maior e a incorporação da nova tecnologia de carros elétricos, em favor do meio ambiente.

paris carros eletricos

O Velib é considerado um dos pioneiros dos sistemas alternativos de transporte e vem sendo “copiado” em muitas cidades, como Barcelona e Sevilha. Ele funciona através de uma assinatura que se paga anualmente ou mensalmente, combinado com a tarifação por hora dos períodos utiliziados. Há pontos de aluguel de bicicletas espalhados por toda a cidade onde podem ser retiradas e devolvidas 24 horas por dia.

velib

Para o sitema de veículos a prefeitura de Paris quer disponibilizar até finais de 2010, 4.000 unidades, espalhados em 1200 pontos na cidade e grande metrópole.

autolib

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Serpentine Gallery, arquitetura e Jeff Koons

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Serpentine Gallery é uma das mais famosas galerias de arte contemporânea de Londres. Fica no charmoso Hyde Park. Cada verão eles fazem uma instalação arquitetônica no seu jardim e convidam um arquiteto famoso para o projeto. Já passaram por ali obras de  Frank Gehry em 2008 (citado aqui em Efeito Guggenheim), Olafur Eliasson e Kjetil Thorsen em 2007 que ainda contou com instalaçao de Zaha Hadid (citado em Expo Cairo City) ,Rem Koolhas e Cecil Balmond em 2006 (Rem citado aqui em Casa da Música) e Niemeyer em 2003. Sempre estruturas temporárias que são praticamente uma obra de arte e que recebem animadas e exclusivas festas nas noites de verão. Neste ano inaugura as Park Nights, eventos de música realizados às sextas pela noite no pavilhão temporário destinado ao público em geral.

Neste ano o projeto ficou a cargo dos arquitetos japoneses Kasuyo Sejima e Ryue Nishizawa (entrevista para o designboom em 2005). Uma estrutura orgânica e harmônica para dar um chega pra lá na instabilidade do clima londrino.

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A exposição temporária que também merece bastante destaque é uma do americano Jeff Koons, Popeye Series. Ele trabalha a partir de objetos conhecidos e até banais, neste caso bóias infláveis e o personagem Popeye, para abrir uma crítica e a reflexão sobre a cultura de massa, o mercado das artes e o próprio cotidiano.

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A primeira impressão que se tem ao adentrar a exposição é que se trata de uma brincadeira e não uma obra de arte. Quando se começa a observar e refletir sobre as intenções do artista e as técnicas utillizadas, sai dali com a certeza de ter visto algo novo e rompedor, mas com uma pitada de sarcasmo, tanto pela abordagem e pelo kitsch como também pela própria repercussão do artista na mídia.

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Outra sensação que dá ao visitar a exposição é a vontade de tocar nas obras de arte. É quase um instinto infantil daqueles de movimento natural que não dá para segurar. Daí dá para entender porque tantos seguranças…Mas todas as bóias são sólidas por dentro, feitas a base de moldes e alumínio. O objetivo é parecer natural, assim como as pinturas que ele faz que nos dão a sensação de fotografia, mas na verdade são pinturas feitas a óleo.

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Sobre este tipo de material escolhido para a série criativa ele diz “I feel internally dense while externally, outside my body, it is very airy. I like the inflatable because it’s exactly the opposite“.

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Ele também é conhecido pelos objetos feitos com “balões infláveis” reproduzidos em grandes formatos da série Celebration

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e o cãozinho Puppy, uma instalação gigante de flores no formato de um cachorro no Guggenheim em Bilbao.

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Puppy, no Guggenheim de Bilbao. Foto de Denis Doyle for The New York Times

Aqui uma entrevista para Bloomberg onde ele fala um pouco de seu trabalho e da relação com as altas cifras alcançadas com suas obras, como uma escultura da série Celebration vendida por 26 milhões de dólares.

Fotos do Pavilhão da Serpentine de Iris Jonck e Arnaldo Comin. Imagens de Jeff Konns do site: http://www.jeffkoons.com.

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Berlim, 20 anos depois

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Minha primeira matéria publicada. Como é Berlim, 2o anos depois da queda do muro.

Vinte anos depois, Muro de Berlim vira símbolo da tolerância na Alemanha unificada

Mais fotos do Arnaldo, link.

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Consumidor usa internet por justiça frente à United Airlines

Os produtos lowcost estão se proliferando no mercado lançando  junto com eles a dúvida de como construir uma marca dentro da filosofia de preço, respeitando e criando laços com o consumidor. Ainda quero fazer esta reflexão aqui, mas enquanto isso, falemos um pouco das líderes deste movimento, as companhias aéreas.

Passando este ano em ponte aérea Madri – Barcelona e tentando fazer vários roteiros para aproveitar este tempo na Europa, vivi de perto o drama lowcost do consumidor.

Primeiro em primeira pessoa. A Vueling, empresa lowcost que tentou criar uma ponte com o consumidor com uma imagem descolada, funcionários atenciosos e plano de milhagem, foi com certeza minha pior decepção. Depois de uns 20 trechos voados com a empresa pelo menos, tudo que tenho para contar são histórias tristes: cancelamento de um vôo sem avisar, junto com uma resposta de que me enviaram inclusive um torpedo avisando ao telefone do meu marido (o que nunca aconteceu) e que me fizeram um favor em alocando em outro vôo no dia seguinte sem nenhuma assistência. Mais uma promoção do meu programa de milhagens em que o preço das taxas que eu teria que pagar era o mesmo que comprar uma passagem livre, uma não devulação de vôo não ocorrido por conta da neve, prevista no regulamento do setor, e uma propaganda enganosa em que eu teria descontos para mim e acompanhantes na próxima viagem, que só valiam para mim.

As última cenas antes de vir para Londres me pareceram ainda mais sérias. Num vôo entre Madri e Alicante da Ryanair, eu e Arnaldo tivemos que carimbar o bilhete de check in para conferir nosso visto antes de viajar dentro da própria Espanha, sendo que tinhamos em mãos nossa identidade de residência de estudos. Outro passageiro, europeu, que também tinha residência foi impedido de viajar dentro da própria Espanha por não estar com passaporte em mãos. E só para completar o desespero assisti a negação do vôo de uma menina estrangeita pela empresa EasyJet, que já tinha sido autoriza pela polícia federal local para viagem porque seu documento estava com data vencida, porque a Easyjet não reconhecia o documento da Estrangeria Espanhola autorizando o trânsito.

Eu poderia dizer que são histórias de lowcost,  e  histórias que se passam na Espanha, mas parece que esta aceitação de queda da qualidade de atendimento invade outras empresas e não vejo nehnhum órgão de defesa do cosumidor atuando.

Nos EUA, a empresa United Airlines, num verdadeiro desprezo pela bagagem dos passageiros quebrou a guitarra de uma banda. E não foi só isso, enrolou o passageiro um bom tempo sem reparar o dano. A banda não deixou por menos e respondeu com as ferramentas que tinha: música e internet.

Depois da repercussão da história a empresa ofereceu ressarcimentos.Veja a história:

Este é o futuro do atendimento que teremos daqui para frente com as companhias aéreas? O lowcost tem viabilidade dentro de padrões de respeito e atendimento ao consumidor? Em breve…

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Exótica Marrakech

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Foi publicado na semana passada o guia que eu e Arnaldo fizemos de Marrakech para o UOL Viagens. vale a pena dar uma conferida no link:  Guia UOL Viagem Marrakech.

e nas fotos de Marrakech e Essaouira, uma cidade de praia com antigo forte português.

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Um dia de Camden Market

Nesta segunda imersão em Londres, agora com mais tempo,uma das primeiras visitas com domingo de sol foi Camden Town. Camden Lock já foi um mercado muito conhecido pelos personanges alternativos e punks que circulavam por ali.

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Hoje ainda tem muita gente interessante e tendas alternativas mas já com uma veia muito mais comercial. Destino inevitável de quem se tornou o “world famous market“. Quase impossível não massificar o público e não oferecer um visual  kitch.

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Lá você encontra  materiais vintages, roupas, discos e todo tipo de equipamentos de segunda mão, novas criações, camisetas de moda, moda punk, piercings e comidas de muitos países diferentes, criando uma atmosfera bastante exótica que só mesmo Londres poderia concentrar de forma tão natural.

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Teoricamente ele está divido em partes, mas na prática é bastante orgânico e vai circundando os 2 lados da rua, os 2 lados do rio, transformando-se em um corpo gigante lotado de gente.

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A inglesa la Roux que esteve no Sónar em Barcelona esta estampada por toda a cidade.

Uma loja bem conhecida de quem já passou por lá alguma vez é a Cyber Dog. A maior loja de Camden Lock oferece um mergulho futurístico num mundo que há muito habita nossa mente, estimulada por todas as histórias da escola de Guerra nas Estrelas. O legal é que realmente são propostas interessantes de modelos e tecidos e com esta nova onda fluorescente, fica ainda mais crível.

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Fim de mercado, dia agradável, beira do rio.

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Que mais um inglês quer, num dia desses perfeito de verão?

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