Arquivo da categoria: comportamento

Locação de carros como bicicletas

Enquanto o blog ficou descansando, muita coisa rolou por aí e cá estamos de volta ao Brasil. Continuar escrevendo o blog ainda é uma questão em aberto. Mas enquanto isso volto a postar coisas interessantes que vejo por aí.

E hoje queria deixar registrado no blog o projeto de Paris que deve tomar as ruas em breve. É o Autolib, um sistema de locação de veículos elétricos que fucionará como o já exitoso sistema de aluguel de bicicletas, o Velib. Similar também ao sitema de carsharing, mas com uma estrutura muito maior e a incorporação da nova tecnologia de carros elétricos, em favor do meio ambiente.

paris carros eletricos

O Velib é considerado um dos pioneiros dos sistemas alternativos de transporte e vem sendo “copiado” em muitas cidades, como Barcelona e Sevilha. Ele funciona através de uma assinatura que se paga anualmente ou mensalmente, combinado com a tarifação por hora dos períodos utiliziados. Há pontos de aluguel de bicicletas espalhados por toda a cidade onde podem ser retiradas e devolvidas 24 horas por dia.

velib

Para o sitema de veículos a prefeitura de Paris quer disponibilizar até finais de 2010, 4.000 unidades, espalhados em 1200 pontos na cidade e grande metrópole.

autolib

Anúncios

Deixe um comentário

Arquivado em comportamento, espaços urbanos, experience, inovação, paris, ponto de venda, produtos, sustentabilidade

Pós-modernismo nas ruas de Valencia

pre.post

qualquer semelhança com a realidade pode ser mera coincidência. ; -)

Deixe um comentário

Arquivado em comportamento, espaços urbanos, Uncategorized

F*ck you recession

fuck you recession

Tanie Brand é uma agência de brand design de Londres localizada na Grand Eastern Street, East End. Cansada com toda a opressão mental gerada pela crise, decidiu tomar uma atitude para provocar uma reação nas pessoas. Para saber sobre a atitude neste link.

2 Comentários

Arquivado em comportamento, inovação, londres, publicidade

101º post: Exposição comemorativa da lingerie

100º post é sempre motivo de comemoração, mas neste é o 101º. As estatísticas contam 9 meses de vida, mais de 5.000 acessos e muita diversão. E pra não ficar só no blá blá, achei que era uma data legal para contar da exposição que vi em Londres junto com minha prima Karin Kemper, no The fashion and Textile Museum, sobre a evolução da lingerie.

Undercover-spotlight

A exposição conta um pouco das décadas ao longo do século 20 até hoje e seus principais acontecimentos que foram cuminando na evolução da lingerie que se deu até os dias atuais. Destaca os conceitos que prevaleceram em cada fase da história e que definiram os modelos e cortes de acordo com as necessidades de controle, definição, conforto, contorno e realce do corpo. A valorização de determinadas partes do corpo, moda e estilo de cortes de roupa provocaram mudanças na estrutura da lingerie.

undercover 4undercover 5

Para contar um pouquinho da história que vi na exposição junto com outras fontes consultadas, aqui vai um pouquinho da evolução da lingerie.

Anos 1900: O foco da silhueta feminina sai um pouco das ancas postiças e dirige-se mais para a cintura, aliviando a pressão do abdómen dos corpetes, considerado mais saudável pelos médicos, o que salientava um contorno do corpo em S. O corpete da década foi desenhado pela designer francesa Madame Gaches-Sarraute.

corpetes 1900

As Seen in Vogue: A Century of American Fashion in Advertising

image008

1910: Um dos destaques é o primeiro sutiã patenteado por Mary Phelps Jacob, uma socialite escritora de 19 anos de Nova York em 1910, criando uma nova opção de sustentação e liberdade de movimentos em relação ao corpete. A entrada de mulheres em frentes de trabalho da guerra torna esta movimentação do corpo ainda mais relevante.

mary jacob

Década 20: depois da liberação do corpete não há mais volta. A mulher dos anos 20 circula sem os preceitos e as amarras que oprimiam seu corpo, criando uma modelagem mais livre e saias mais curtas. Além da liberdade de comportamento reinvincada por esta mulher.

avro corsetry

Flappers nos anos 20: usavam saias mais curtas e comportamentos liberais, como o hábito de fumar, frequentar clubes de jazz

Flappers nos anos 20: usavam saias mais curtas e comportamentos liberais, como o hábito de fumar, frequentar clubes de jazz, além de maior liberdade sexual

marlboro

A marca La Perla lançou uma versão Black Label super charmosa inspirada nos anos 20.

Anos 30: Aparece a influência de Holywood, representada por Lana Turner e a revalorização dos bustos.

lana turner

No início dos anos 40, pós segunda guerra, uma racionalização é imposta levando a uma simplificação na fabricação e reutilização de roupas antigas de família.

make do and mend

Cartilha do Ministério de Informação inglês instruindo como reaproveitar roupas e aumentar sua durabilidade

anos 40 m

Linha de roupas mais simplificadas e com inspiração nos uniformes militares

Mas no final da década contrariando toda esta onda simplista, Dior lança o “New Look” retomando a feminilidade dos looks, trazendo de volta a valorização das curvas que definiu o estilo que reinaria nos anos 50.

dior new look

New look de Dior

“Nós saímos de uma época de guerra, de uniformes, de mulheres-soldados, de ombros quadrados e estruturas de boxeador. Eu desenho femmes-fleurs, d eombros doces, bustos suaves, cinturas marcadas e saias que explodem em volumes e camadas. Quero construir meus vestidos, moldá-los sobre as curvas do corpo. A própria mulher definirá o controno e o estilo.”

Christian Dior

Os modelos de sutiã apresentavam um realce no busto com resultados mais arredondos. Desda época é o Merry Widow, criado a partir da ópera que virou filme. Sobre ele Lana Turner, que estreou o filme baseado na ópera de mesmo nome e que nesta época se transformou na “Sweater Girl” disse o seguinte:  “The Merry Widow was designed by a man. A woman would never do that to another woman

illamarquise1953

Fotografias de pin-ups na revista estadunidense Yank, the Army Weekly. fonte: wikipedia

Fotografias de pin-ups na revista estadunidense Yank, the Army Weekly. fonte: wikipedia

A Lycra é criada em 1959 pela Du Pont.

bra_image_03

Em finais do anos 60 um movimento se fortalece a favor dos gestos livres do corpo, unido à luta pela liberação de tudo que oprime a mulher.

teh no bra bras

1964 Rudi Gernreich desenha o 'no bra bra'

Em 1968 tivemos a grande queima de sutiãs em praça pública simbolizando toda a luta feminista.

msamerica-freedomtrashcanSão desta época algumas marcas ícones que marcaram estilo e que influenciam até hoje:

The Original Wonderbra

O Playtex “Cross Your Heart”

E o Triumph’s “Doreen”, que reinou nos anos 70.

Triumph_D_2f

Nos anos 70 uma silueta mais natural é celebrada, mostrando a sensualidade dos contronos naturais. O primeiro sutiã para esportes é desta década, chamado de Jogbra.

Yves Saint Laurent lança a polêmica blusa transparente.

sheer blouse

Em 80 Madonna disponta com seus corpetes desenhados por Jean Paul Gaultier.

Madonna Jean Paul Gartier

Nos anos 90 e 2000, os implantes de silicone possibilitam a muitas mulheres alcançarem o sonho de modificarem seus peitos. Grandes seios voltam à moda, mas hoje em dia já vivemos uma era de bastante liberdade com muitas opções e modelos para escolher incluindo o up.

wonderbra_02

A sexualidade dos corpetes é sempre reivindicada e há muitas marcas que tem preparado recriações vintages para celebrar os célebres modelos de lingerie que contam a nossa história.

________________________________________________________

Fontes adicionais, entre outras:
As Seen in Vogue: A Century of American Fashion in Advertising, By Daniel Hill.
http://www.world-fashion.info/100years_bra
http://www.idiva.com/bin/idiva/The-bra-story
http://www.fashion-era.com

1 comentário

Arquivado em comportamento, inovação, londres, marca, moda, produtos

Consumidor usa internet por justiça frente à United Airlines

Os produtos lowcost estão se proliferando no mercado lançando  junto com eles a dúvida de como construir uma marca dentro da filosofia de preço, respeitando e criando laços com o consumidor. Ainda quero fazer esta reflexão aqui, mas enquanto isso, falemos um pouco das líderes deste movimento, as companhias aéreas.

Passando este ano em ponte aérea Madri – Barcelona e tentando fazer vários roteiros para aproveitar este tempo na Europa, vivi de perto o drama lowcost do consumidor.

Primeiro em primeira pessoa. A Vueling, empresa lowcost que tentou criar uma ponte com o consumidor com uma imagem descolada, funcionários atenciosos e plano de milhagem, foi com certeza minha pior decepção. Depois de uns 20 trechos voados com a empresa pelo menos, tudo que tenho para contar são histórias tristes: cancelamento de um vôo sem avisar, junto com uma resposta de que me enviaram inclusive um torpedo avisando ao telefone do meu marido (o que nunca aconteceu) e que me fizeram um favor em alocando em outro vôo no dia seguinte sem nenhuma assistência. Mais uma promoção do meu programa de milhagens em que o preço das taxas que eu teria que pagar era o mesmo que comprar uma passagem livre, uma não devulação de vôo não ocorrido por conta da neve, prevista no regulamento do setor, e uma propaganda enganosa em que eu teria descontos para mim e acompanhantes na próxima viagem, que só valiam para mim.

As última cenas antes de vir para Londres me pareceram ainda mais sérias. Num vôo entre Madri e Alicante da Ryanair, eu e Arnaldo tivemos que carimbar o bilhete de check in para conferir nosso visto antes de viajar dentro da própria Espanha, sendo que tinhamos em mãos nossa identidade de residência de estudos. Outro passageiro, europeu, que também tinha residência foi impedido de viajar dentro da própria Espanha por não estar com passaporte em mãos. E só para completar o desespero assisti a negação do vôo de uma menina estrangeita pela empresa EasyJet, que já tinha sido autoriza pela polícia federal local para viagem porque seu documento estava com data vencida, porque a Easyjet não reconhecia o documento da Estrangeria Espanhola autorizando o trânsito.

Eu poderia dizer que são histórias de lowcost,  e  histórias que se passam na Espanha, mas parece que esta aceitação de queda da qualidade de atendimento invade outras empresas e não vejo nehnhum órgão de defesa do cosumidor atuando.

Nos EUA, a empresa United Airlines, num verdadeiro desprezo pela bagagem dos passageiros quebrou a guitarra de uma banda. E não foi só isso, enrolou o passageiro um bom tempo sem reparar o dano. A banda não deixou por menos e respondeu com as ferramentas que tinha: música e internet.

Depois da repercussão da história a empresa ofereceu ressarcimentos.Veja a história:

Este é o futuro do atendimento que teremos daqui para frente com as companhias aéreas? O lowcost tem viabilidade dentro de padrões de respeito e atendimento ao consumidor? Em breve…

Deixe um comentário

Arquivado em comportamento, experience, marca, produtos, publicidade, viral

Más de la crisis: Creativos en el paro

Já comentei aqui do tamanho da crise econômica na Espanha e também não sei se comentei dos quantos amigos ou conhecidos que tenho e que acabaram perdendo o emprego nesta onda.

Um dos amigos brasileiros (o diretor de arte que está em Madri, Rafa Coelho),  que passa por  esta situação de desemprego, chamada de PARO pro ak, foi mais além e criou um site para falar sobre o assunto. Lá dá para encontrar desde reflexões bem humoradas sobre a situação como também entrevistas com grandes criativos do mercado espanhol, falando sobre o assunto e dando dicas para quem se encontra em uma situação difícil.

O site é o: www.creativosenelparo.com

E deixo a paródia que ele fez que está publicado no site, ¿por qué me echás? MUITO DIVERTIDO!

2 Comentários

Arquivado em comportamento, inovação, publicidade

O verão e os festivais

De volta à ativa!

Foi só chegar o verão para todo mundo na rua ficar muito mais animado. É muito interessante viver a dura rotina de inverno, acompanhar a animação da primavera surgir e o verão chegar com força total e uma programação de eventos e festivais de ficar tonto.

grama alt

sonar_2009

Semana passada em Barcelona rolou o já tradicional Sónar, Festival Internacional de Música Avançada e Arte Multimedia de Barcelona, evento que completa seus 16 anos. Foram 3 dias de evento, de dia e de noite sem intervalos e  com várias programações paralelas de festas na cidade. Estive presente no dia 19 de tarde, porque queria sentir o clima do festival durante o día.

No vídeo de 2008 dá pra conferir um pouco da vibração do evento.

Gente de todas as partes veio para conferir o evento, para muitos, o mais imperdível do ano.

Anschi e Robert são de Viena e vieram pela primeira vez para conferir todos os dias de Sónar

Anschi e Robert são de Viena e participaram do evento pela primeira vez, conferindo todos os dias de Sónar

Marcelo e Caco, brasileiro que vivem me Londres vieram conferir o festival e aproveitar o clima da cidade

Marcelo e Caco, brasileiros que vivem em Londres, vieram conferir o festival e aproveitar o clima para explorar Barcelona

casal barcelona alt

Tito e Maria, catalães de Barcelona que não perdem o festival nenhum ano por nada, mesmo com o pé machucado

Na programação de DIA, os 4 cenários ficavam entre MACBA (Museu de Arte Contemporânea de Barcelona), o CCCB (Centro de Cultura Contemporânea da Catalunya) e da Blanquerna (minha faculdade).  As atrações se misturavam entre personaldiades e novos talentos, enriquecidas com mescla de culturas.

O espaço SónarVillage na sexta foi tomado pelas novas descobertas e atrações independentes do BBC Introducing,  quinta foi palco do selo Ghostly International, marca americana de arte e cultura musical e sábado de Ed Banger, com sua seleção “GazpaShow”.

O SónarDôme ficou ao encargo dos últimos talentos revelados e apurados pela Red Bull Music Academy, residência anual de experimentações musicais de base eletrônica, com candidatos selecionados vindos de todo o mundo. A academia acontece este ano em Londres e teve edição em Barcelona no ano passado.

O evento ainda contou com espaço para mixagens e apresentações de vídeos , o SónarMática, e por fim um palco montado no Convent Dels Angels,  que foi convertido no SónarComplex, em que se apresentavam bandas de destaque local e onde por vezes dois diferentes grupos se enfrentavam em uma proposta de som experimental.

palco bbc 1

Young Fathers agitou a galera com seu hiphop bem humorado no SónarVillage

palco sonar

A inglesa La Roux, um dos grandes destaques do BBC Introducing

O clima era total de descontração,mesmo porque para aguentar a maratona de 3 dias completos de música eletrônica, é necessária muita preparação e pelo menos algumas horas de descanso.

dscanso sonar

Passear por ali era também uma atualização do que está em moda no verão europeu. O evento por vezes parecia também um verdadeiro desfile.

amigas sonar 2

O retrô continua a vestir e fazer a cabeça da galera. E vale não só a volta aos anos 80, mas também aos psicodélicos 70, às influências do rock nos 60  e aos românticos e femininos 50 .

sonar altsonar 5 alt

Óculos coloridos, chapéus,  e muitos acessórios para fazer o composé impressionar, que ainda eram completados pelos tênis coloridos, sapatos e bolsas vindas dos brechós diretamente para o Sónar.

sonar dj altsonar 4

1 comentário

Arquivado em comportamento, entretenimento, espaços urbanos, experience, música, moda