Arquivo do mês: abril 2009

Um indiano perdido no dia de Saint Jordi

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Semana passada rolou a festa de Saint Jordi, ou São Jorge, que é o padroeiro de Barcelona. Fiquei super encantada, gente na rua com rosas o dia inteiro para todos os lados e barracas vendendo livros, como comentado no meu post do blog da COR.

Já no final do dia, topei com um indiano que queria me dar uma flor. Ele não falava espanhol, pois estava só há 3 meses em Barcelona, nem muito bem inglês, mas conseguimos estabelecer uma comunição. Respondi a ele que não poderia aceitar a flor, porque já era casada e que era um bom dia para ele tentar encontrar uma mulher interessante para presentear a flor.

Como ele queria continuar conversando e deu chance, saquei minha listinha de perguntas, deu mole….Ele usava um bindi vermelho na testa e em seguida me disse que era hindu, por isso usava o sinal na testa e que seu deus era o Krishna. Logo me lembrei das imagens da exposição da Índia que mostrava sempre o Krishna em situações ou fantasias amorosas. Disse que ele era experto porque o Krishna fazia sucesso com a mulherada e ele soltou um sorriso com cara de esperto. Encontramos um amigo dele no caminho, conversamos mais um pouco e logo Sanju seguiu seu caminho com essa cara de mistério e de krishna encarnado, em busca da dona da rosa.

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Moda-escultura: reinventando a matéria

Sandra Backlund é uma estilista sueca que descobriu na utilização de um material tão familiar quanto em desuso, como colocar em prática suas experimentações no mundo da moda.  As técnicas de crochê e tricô e a lã, utilizadas mais pelas avós e pelas amantes de trabalhos manuais, tornaram-se algumas das principais ferramentas que deu asas, e estrutura, aos trabalhos de “moda-escultura” da criadora.

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Arquivado em inovação, moda

Gadgets sensuais

loveNão é de hoje que os brinquedos apimentadores de relações sexuais estão por aí, mas cada vez mais esta categoria de produto se aproxima de um público geral interessado em incrementar seus relacionamentos e aumentar a sensação de prazer.

Em Barcelona visitei recentemente 2 lojas de sex shop. Uma delas, a Kitsch, que deve ser uma das maiores e seguramente a com maior oferta de vídeos eróticos na cidade. Mas a experiência de compra é a de um modelo antigo, lugar mais fechado, escuro, itens trancados dentro de vitrines de vidro e uma atendente simpática que sempre te pergunta se você ainda quer mais alguma coisa (ou seja, se já comprou o que queria pode seguir seu caminho).

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Mesmo assim não deixa de ter uma proposta iteressante. Se chama de “jugueteria para adultos” e promove visitas guiadas ao sex shops e exposições de temas relacionados a sexualidade com piscólogas e sexólogas.

Mas a que me supreendeu mesmo foi uma loja de sexshop que mais parecia uma bomboniere ou uma perfumaria. É a Sensualove sexy store, cuja proposta é oferecer uma sex shop literalmente de “portas abertas”, onde pessoas de qualquer idade possam se sentir a vontade para entrar e ver os produtos “relacionados ao amor, à sensualidade e ao erotismo, conceitos pelos quais a marca entende a sexualidade“.

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E foi realmente isso que eu vi: um ambiente super aberto, com senhoras e jovens passeando pela loja. Perguntei à atendente sobre o movimento da loja e ela me contou que no começo, uns 2 anos atrás, as pessoas ficavam mais recatadas para entrar, mas que agora não, todo mundo anda curioso, sobretudo quando sai alguma reportagem na televisão ou veículo de massa, daí as pessoas vão até lá querendo saber sobre os itens que foram divulgados.

A Philips anda ligada neste movimento e por isso no ano passado lançou o “intimate massage“, inaugurando uma nova categoria de produtos que chamou de “Relationship Care”, dirigido em princípio a pessoas de 35 -55, pré-dispostas ao uso de estimuladores íntimos. A proposta do produto é  “incrementar o bem-estar das relações sexuais entre casais“. Pode ser comprado na amazon.

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Segundo divulgação da Philips, “In the UK, research showed that 35% of adults would consider using an intimate accessory with their partner if it were designed for couples rather than being meant for individual use. Furthermore, studies showed these adults would be more likely to try such products if they could buy them through more accessible and – what consumers perceive to be – less embarrassing retail channels.” E não é mesmo?

Outro dado super interessante, segundo recente reportagem do El país, Sexo en la crisis, é que a crise anda estimulando a venda de brinquedos íntimos, já que as pessoas começam a permanecer mais em casa. “Según un los datos del portal Amantis.net, correspondiente a una de las tiendas de productos eróticos más interesantes de Madrid junto con La Juguetería, No es Pecado y Sinvergüenza, la venta de artículos eróticos se ha incrementado un 18% en la capital desde que comenzó la recesión. Madrid todavía no ha alcanzado el nivel de desinhibición sexual de Barcelona, pero se está liberalizando velozmente.”

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A loja Sinverguënza estimula as mulheres a organizar reuniões divertidas em casa com as amigas, chamadas de Tuppersex. Nestas sessões uma embaixadora da loja tira dúvidas e demonstra o funcionamento de todos brinquedos à disposição.

Enfim, o sexo deixou sua imagem de submundo para assumir seu lugar lúdico e divertido na história.

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Casa da Música – Porto

Outro lugar que distoa bastante da imagem da cidade é a Casa da Música, projetada pelo prestigiado arquiteto holandêns Rem Koolhaas (fundador do escritório OMA – Office for Metropolitan Architecture). O projeto fazia parte do projeto da cidade do Porto como Capital Européia da Cultura em 2001, mas ficou pronta mesma em 2005.

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Projeto arrojado, a casa possui diferentes formas geométricas ao redor da obra, o que reflete também na sua estrutura interna. Provoca ótimas surpresas a quem explora o edifício. Dizem também que tem a sala com a segunda melhor acústica do mundo.

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Com uma presença marcante e constrastante com a cidade, unindo-se a isso uma programação repleta e ao que parece bem planejada, fica fácil acreditar que este novo pólo de cultura influenciará a vizinhança e o astral da cidade.

Vale a pena ver artigo e links para views 360º.

Outras obras de Rem Koolhaas.

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“Não sou emo, nem punk, sou uma mistura de tudo, sou eu própria”

Entrei nesta loja do Porto e não tem muito a ver com a fama de decadente (?) da cidade, aliás como muitos outros lugares que nos afastam deste olhar mais limitado.

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Olhando a coleção dentro da loja junto com o Arnaldo, comecei a tentar definir o estilo caveira, ursinho de pelúcia, meio sado, meio menina (acho que e Rebeca poderia me ajudar) quando ele me avisou que tinha uma definição do público do lado de fora.

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Não sei se concordo com a delimitação tão segura de público ou se isso poderia gerar rejeição de meninas um pouco mais velhas como é de praxe da idade, aliás não concordo, mas estava lá. Nós sempre querendo definir o segmento e as pessoas buscando diferenciação. Mas de qualquer forma, se for um segmento nos desperta para estarmos mais atentos sobre ele.

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Não sou uma wannabe, não sou uma pouser, nem emo, nem punk, nem gótica. Sou uma mistura de tudo, sou eu própria.
Tenho 15 anos, mas sei muito bem o k quero da vida.
Todo mundo me fiz k roupa não é importante e k só as pesoas superficiais se preocupam com isso.
Pois! Isso nem sempre é verdade!
Whathever!!!!

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Ano Novo Bangalês em Barcelona

Dia 14 de abril comemorou-se o ano novo de Bangladesh. Eles entraram no ano de 1416 (calendário lunar com influência do indiano e muçulmano e definições de natureza política). E eu não descobri isso indo até lá. Caminhando no sábado pelo Raval, bairro alternativo e de imigrantes de Barcelona, me deparei com esta festa que estava rolando na frente no MACBA (Museu de Arte Contemporânea de Barcelona), reduto dos skates.

festa-mcabaDepois de um estranhamento inicial, notei que as mulheres estavam vestidas a caráter e fui me aproximando para tirar fotos. Estava tão encantada de ver aquilo, poi a cultura oriental me fascina muito, que fui me aproximando mais e ao final não resisti, fui conversar com algumas mulheres que estavam perto do palco, algumas prontas para começar a cantar.

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palco

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Elas estavam super orgulhosas de seus vestidos e se mostravam vaidosas quando alguém se aproximava para tirar fotos. Shumi, a da direita, logo gostou do papo, pois assim podia treinar espanhol, já que dentro de casa e da família acabava falando somente a língua materna. Me contou que a cultura indiana e a bangalesa são muito similares salvo pela religião, pois a maioria das pessoas de seu país são muçulmanas enquanto na Índia tem más hindus.E a diferença entre as 2  religiões? Segundo ela os hindus falam que Deus está em coisas e eles consideram Deus invisível.

E já que estavamos falando de muçulmanos perguntei sobre as mulheres que usavam o véu na cabeça, o hijab.Me disse que isso dependia muito a família e da vontade do marido. No caso dela a família e o marido não se importavam que ela não usasse o véu. E olhando as mulheres que estavam por ali parece que é meio senso comum do país. Mas logo me puxou uma amiga que estava usando o hijab. Perguntei delicadamente porque ela usava o véu e me disse que por vontade própria. Seu marido até não queria que ela usasse, mas ele prefere usar pois assim entende que está seguindo bem a religião dela.

Shumi depois me cotou um pouco sobre o bindi (o terceiro olho ou o pingo vermelho entre os olhos) e as pulseiras, que são representações para mulheres casadas, mas que agora estava na moda, todas as mulheres e meninas queriam usar. E quanto maior a testa melhor, pois assim podiam usar um bindi bem grande.

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Bom, aidna conversamos mais e ela me falou sobre a sua situação aqui na Espanha e também de sua amiga Lima, sobre o visto de trabalho, da dificuldade que tem para validar seu diploma no país e me apresentou sua família. Trocamos emails e eu espero que possamos conversar mais sobre idéias e informações de nossas culturas.

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Arquivado em comportamento, movimento social

Lojinhas e lugares

Outros espaços e lojas alternativas chamam atenção no Bairro Alto. Entre grafites, ruas e escadas, novas propostas de lojas vão surgindo.

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