Arquivo do mês: março 2009

Uma visita à casa de Peggy

Uma das recentes personagens que aportaram história em Veneza foi Peggy Guggenheim. Nascida em uma família judia abastada de Nova York, era sobrinha de Solomon R. Guggenheim (que dá nome à fundação) e filha de Benjamin Guggenheim, falecido no acidente do Titanic.

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Herdeira de uma pequena fortuna,  utilizou parte dela para promover artistas e colecionar obras de arte e em 1920 mudou-se para Paris, onde como uma “mecenas”  ajudou a divulgar diversos artistas como Marcel Duchamp, Max Ernst e Pollock, entre eles alguns maridos ou amantes.

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Abriu uma galeria em Londres, casou com Max Ernst, voltou a viver em Nova York e  enriqueceu grande parte de sua coleção na eclosão da Segunda Guerra Mundial. Depois da guerra passou a residir em Veneza até sua morte. Sua casa que expõe parte de sua coleção doada à Fundação Guggenheim, foi aberta ao público em 1980, um ano depois de sua morte. No jardim descansam seus restos ao lado de seus adorados cães.

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Lá podemos ver uma amostra significativa de importantes artistas, principalmente os movimentos de  cubismo, surrealismo e expressionismo abstrato, como Picasso, Chagall, Dali, Mondrian, Kandisky, Boccioni e Magritte, só pra citar alguns dos mais conhecidos. Aliás quando se visita a exposição você fica se perguntando quem é que não está lá e fica até agradecido a ela por juntar tanta gente interessante em um só lugar.

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"Anjo da cidade" de Marino Marini

Nas fotos antigas espalhadas pela casa da época em que Peggy vivia ali, tudo parece até objeto de decoração de tantas obras que colocava em cada cômodo, assim como este “Arc of Petals” de Alexander Calder com vista atrás para o “On the Beach” de Picasso. Neste link dá pra ver quais são as obras expostas em cada cômodo da casa.

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Com tantas fotos pela casa da época em que vivia ali, todas estas histórias e com este apelido, se nos convidassem para tomar um chá a visita ficaria quase íntima.

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Veneza

Todo mundo me perguntava o que é que um curso de coolhunting ia fazer em Veneza e eu também. Meu professor dizia que íamos observar o fenômeno da eventualização e como não podíamos ir a Vegas, então veríamos a cidade que sem querer (é o que eu acredito) foi pioneira nas técnicas de experiencializar e espetacularizar (tudo verbalizado, né) um espaço e fazer com que muitos outros lugares no mundo a copiassem. Voltei de lá ontem a noite e estou pensando a respeito do que vi. Em primeiro lugar fomos ver história  e isso parece ter um peso tão grande que quando se caminha pelas ruas é impossível não tentar imaginar como aquilo funcionava quando era a “capital do mundo” nos séculos XII e XIII e depois todas as histórias e personagens que passaram por ali. Por hora deixo aqui uma foto muito interessante. Num bairro de residentes de Veneza (sim, tem gente que mora em Veneza) um barco vende verduras para a freguesia no cair da tarde.

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Lojinha até 1,99 (euros…)

Para o próximo movember, você pode comprar vários modelos de moustaches num chino aqui em Madrid por só 2€, dica do Rafa, o pintor.

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E na Alemanha pode comer um frankfurt por apenas 1€ .

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Olha que até que o dinheiro tá valendo alguma coisa. : -))

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Produtos mais caros do mundo

Dificuldade para imaginar quanto custam os objetos de desejo mais caros do mundo?

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Quanto vale a água pra você?

Parece até que eu vou escrever sobre como salvar as fontes de água potável do planeta, mas não, o que me toca é um assunto menos relevante, mas muito instigante e sem deixar de refletir sobre o assunto. Na primeira semana que cheguei na Europa tive um primeiro choque  de câmbio na hora de comprar uma água mineral num bar de esquina. Pagar 1,50/2 euros por uma simples água não parecia nada justo, sem falar do café, que em alguns lugares bacanas de cidades européis chega a custar 7 euros.  Mas passado o tempo, você passa a reconsiderar a situação em casos necessários e adotas novos hábitos de consumo (passa a tomar mais café em casa, hehehe).

Foi na loja da Kadewe (Berlim), que tive o meu segundo choque aquático. Na zona gourmet da mega loja, desfilavam várias marcas de luxo de água, onde a cifra passava mais ao largo deste valor. Algo como 69 euros por 1 litro de água, o que você acha?

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A marca em questão era a Bling H2O. Dando uma visitada no site você já vê o slogan da marca “More than a Pretty Taste” e logo pode ver um representante da marca dizendo que está é a primeira garrafa de água super luxo do mundo. A especificação do produto fala sobre 9 estágios de purificação da água, incluindo ozônio, ultravioleta e microfiltragem. Eles inclusive recebem encomendas de celebridades que gostariam que a garrafa viesse realmente com diamantes encrustados ao invés de cristais swarovski. A garrafa de água mais cara do mundo que aparecia em reportagens de uma empresa do Canadá, a  10 Thousand  BC, apresenta uma explicação de que a água é extraída de geleiras glaciais de milhares de anos atrás, razão da pureza da água – dá vontade de rir, mas é isso mesmo. O nascimento de categoria de água premium  com denominação de origem é cogitado, que poderia passar a funcionar como o vinho, vejam só.

Na loja ainda apareciam outras marcas de luxo de água que iam com assinaturas como a de Jean Paul Gaultier, por exemplo.

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Saindo um pouco deste mundo de luxo, mas ainda falando sobre marcas de água, vi na volta de Berlim no vôo da Easy Jet a comercialização da água  Thirsty Planet, que é uma proposta de água de consumo consciente e sustentável.

Numa iniciativa da empresa Waterbrands com slogan  “Compre uma garrafa e mude vidas”,destinam parte prediscriminada da arrecadação das vendas da marca (10%) em projetos de purificação de água na região da África sub-saariana do Pump Aid.

Deixo o vídeo sobre o projeto de purificação de água na África para que o choque seja ainda maior.

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Tendências dos BRICs

Quem vê tendências nos BRIC? Este vídeo tem uma matéria com uma empresa de identificação de tendências italiana com sede em Milão, a Future Concept Lab. O legal da entrevista é que os investigadores apresentam sinais que têm aparecido em países como os BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China) que vêm ao encontro de grandes macro-tendências mundais. Os países emergentes, que  nem sempre foram considerados comoorigem de movimentos sociais, parecem começar a aparecer no radar mundial. O destaque do Brasil, segundo eles, se dá no campo da sustentabilidade.

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O ludo, o lego e o lúdico

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Ícones da infância de muita gente estão de volta por aí. Legos, playmobil e jogos de tabuleiro voltam a mostrar a cara em diferentes cenários. Nossa exaltação nostálgica dos idos anos 80 misturada com a valorização de experiências traz de volta alguns hábitos do passado.

Até mesmo os aparatos digitais que em um princípio prometiam acentuar nossa individualização, mostram a face de uma sociedade que ainda tem vocação para a socialização. Mesmo que para afirmar em parte sua individualidade, como nos mostra a febre das redes sociais online.

O fenômeno Wii provocou a volta dos encontros familiares e de amigos de diferentes idades em torno da diversão proporcionada pelos vídeos games. Mas as reuniões de amigos para uma partida de xadrez começam a sair do computador e voltar ao mundo real.

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Além da Legoland, na Posdamer Platz, há em Berlim uma simpática “biblioteca de jogos” chamada Spilwiese em Friedrichshain. Lá existem mais de 800 jogos a disposição para experimentar ali mesmo, levar para casa e brincar junto com a família na forma de aluguel ou comprar. (Mais info)

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O ambiente é bastante amistoso e convida tanto a reviver clássicos do passado quanto conhecer novos títulos à disposição. O lugar conta ainda com uma área para o Wii, um café, orientações do dono e estímulo à formação de novos grupos em torno dos jogos favoritos. Um conceito de loja que parece ser muito próprio da Alemanha.

Ainda na cidade, na Kadewe, o setor de brinquedos estava repleto de peças de jogos de mesa, além de ter um ludo como peça de decoração em vitrines de outros produtos.

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Em Paris no bar dos “drinks na mamadeira” havia vàrios jogos disponíveis nas mesas e o que se via de fato era um público super jovem, da geração hello kit, jogando cartas, xadrez e outras coisas.

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Só pra terminar com mais uma referência, o JC de CastelBajc montou um desfile em vídeo com modelos playmobil usando peças da sua coleção.

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