Arquivo do mês: janeiro 2009

Ruína é charme

Já perdemos muito tempo tentando definir o que é o belo. E com certeza não chegamos a muitas conclusões ou acordos. Um lado muito verdadeiro de Berlim é o sentimento de preservação das coisas do passado e também um respeito muito grande a diferentes manifestações, ideais e tribos.  Talvez seja por isso que a paisagem de lá seja tão bela da forma que é.

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Ruínas e grafites fazem tão parte da paisagem que chegam a ser não só patrimônio, mas o mais obvio estado de ser da paisagem. O underground é básico. Fica normal ter uma praça com brinquedos pichados e é até cool.

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Novas propostas de comércio também não se fazem por menos. Dá pra encontrar um café pichado por fora e super moderno por dentro, um hostal moderninho no meio de antigas instalações de fábricas e outras criações mais.

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Contrastes da cidade

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Modernos edifícios com escritórios de negócios ocupam uma das zonas que era um vazio ocupado pelo muro e seu entorno inóspito. Nada sobrou do que meras amostras do muro por ali. Postdamer Platz junto com uma extensa programação de espetáculos teatrais e musicais dão o tom de outra veia de Berlim mais moderna, que também faz parte da cidade, reflexo do movimento de reconstrução e da promoção cultural que a cidade sempre teve.

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Como todos os teatros acabaram ficando do lado leste na divisão da cidade, novos foram construídos no lado oeste. Depois da queda eles foram somados e grandes e numerosos teatros, cinemas e casas de espetáculos constroem um calendário bastante agitado.

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cinemaxx

Há também muitos shoppings e ruas de grandes centros de compra como a famosa Kadewe (ainda falarei mais sobre ela).

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Os antigos bairros do lado leste, como Prenzlauer Berg, Friedrichshain e Kreuzzberg hoje são os mais charmosos da cidade, isto pela presença dos principais atores desta cultura underground, artistas, punks, gays, novos designers. Os melhores bares e discotecas do momento estão por ali. Lojas de vinil, artigos vintage, novos estilistas, muitos outros lugares e gente interessante nos fazem perder horas ali.

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vespa

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Berlim: uma cidade de estética contestadora

Já deu um play em alguma música do post anterior? Então ponha pra tocar para entrar no clima.

O que você pensaria se visse este carro na rua?

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Estamos em Berlim e aqui, grafites e pichações fazem não só parte da paisagem da cidade como estão intrinsecamente ligados à sua história e à sua forma de vida. Parece ser a mais instintiva (no sentido da intensidade) forma de manifestação e expressão.

Esta cidade que tanta história tem para contar preferiu não sucumbir simplesmente à renovação urbana, pelo contrário, mantém as feridas passadas e atuais à mostra num movimento de resistência constante.

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corredor

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Uma das maiores concentrações de grafite por m² pode ser visto no Tacheles. O prédio em ruínas já foi centro comercial na década de 20, escritório do partido nazista e condenado a demolição em conseqüência dos ataques sofridos na Guerra, mas após queda do muro foi invadido por artistas, tornando-se foco de criações e filosofias de vida alternativos.

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Hoje é um centro cultural com endereço de vários artistas e eventos, mas já não considerado criadouro de novos artistas e pensadores, que foram em direção ao outros bairros menos centrais do antigo leste.

Achei um post legal de 2005 num blog de um editor do Minnesota Independent,  sobre esta região. Para os curiosos: http://eyeteeth.blogspot.com/2005/09/tacheles-creative-autonomy-berlin.html

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Gay is the new punk

Como começar a falar de Berlim? A cidade é tão cheia de personalidade, tão pulsante ………. decidi colocar uma amostra do som que tem rolado por lá que diz muito sobre a atmosfera do  lugar. A extrema tolerância aos homesexuais e manifestações de qualquer espécie estimula experimentações e produções criativas.

Gay is the new punk. The nuclear familyElectropunk

Too Much. Bonaparte Electro Indie

Yadi Yadi. Gudrun GutExperimental Electro

Star Escalator .SensoramaElectro Garage

O Ste McCabe (Queer Punk.)não tem nenhum vídeo no youtube e é inglês, mas pra mim é o som que mais representa a cidade.  Link do MySpace: http://www.myspace.com/stemccabe

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Outro som que não poderia deixar de ao menos citar é o folk (quê de nostalgia), que tem ganhado força na Europa e marcado presença em vários clubes e bares de Berlim.

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Como linkar pessoas e lugares

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Mil coisas na cabeça na volta de Berlin. Fui buscar mais referências na internet sobre alguns lugares que eu achei interessante para fechar algumas conexões que a gente cria quando vê um montão de informação. De repente me deparei com este site this is like e pirei nele. Nele as pessoas conectam informações, criando uma grande rede de relações entre coisas. Então você começa a ver as relações criadas comparando pessoas, lugares similares, lugares e pessoas, e outras mais. Não é nada muito novo nem está muito completo, mas achei uma forma e um formato fácil de saber mais sobre um assunto através de seus links e comparações.

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Radio online da Wieden+Kenedy

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No ar desde 5 de janeiro, mas com inauguração no dia último dia 20 com a retransmissão da cobertura da CNN da posse de Obama, a rádio online criada pela agência Wieden+Kenedy quer inspirar.

O objetivo é estimular criatividade diante de debates e entrevistas provocantes relacionadas à arte, cultura, meios e música. Começa com uma programaçao mínima, mas a idéia é ir aumentando o conteúdo a partir da colaboração dos escritórios da WK espalhados pelo mundo.

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Sobre 2 rodas na rotação de Sevilla

“O mundo tem outra velocidade para quem anda de bicicleta”. Foi isso que meu namorado me disse na primeira vez eu saímos pelas ruas de São Paulo de bicicleta. Como assim?, perguntei. “É, você não tem a velocidade dos carros  e assim não consegue observar direito os lugares que passa pelas ruas. Também não é como andar a pé, onde se fica restrito a um campo de visão menor e uma capacidade limitada de alcançar novos  lugares.”.

Me deparei pensando nesta reflexão muitas vezes, porque depois de contemplar muitas paisagens de diferentes rotas, ao final só podia concluir que andar de bicicleta era realmente sentir o mundo de outra forma, de uma maneira muito própria. Como se o mundo girasse numa rotação diferente e você tivesse o tempo certo para captar sentidos sem se deter demasiado tempo a eles. Te permite ver muitos lugares e cenas, mas ir logo adiante para os seus próximos capítulos da jornada.

Depois de passar por algumas cidades com sistemas de aluguel de bicicleta, quer dizer de transportes públicos alternativos, alugamos uma bike em Sevilla no sistema SEVICI e fomos ver o que ela oferecia nesta outra dimensão.

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O SEVICI funciona com abonos anuais ou semanais e podem ser feitos diretamente em qualquer terminal. Você paga um abono, ou matrícula no serviço e tem direito a usar as bicicletas de qualquer um dos pontos-estacionamento espalhados pela cidade. O abono de 7 dias custa 5 euros e o de 1  ano, 10 euros. A primeira meia hora é gratuita, tá incluída no abono e com ela se chega ao outro lado da cidade sem problemas. A partir de 1 hora, transcorridos os 30 minutos, custa 1 euro e as demais horas, 3 euros a hora, para evitar que a bicicleta seja usada para outros fins ou fiquem muito tempo sem devolução.

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Sevilla diferentemente de Paris ou Barcelona (por restrições legais a propaganda na cidade), comercializa a divulgação de publicidade.

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O BICING, em Barcelona é um pouquinho mais burocrático. Você tem que fazer uma ficha do site com seu endereço e dados pessoais. Você recebe um cartão em casa que tem que validar para começar a usar os serviços, em um esquema bem parecido com  Sevici.

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